A espera de Lúcia
Thais,
foi presa em uma ação policial quando sua filha tinha apenas cinco anos, lembra
como foi sua chegada à casa prisional: “Inicialmente me enviaram para uma
penitenciária na Capital, mas ao chegar lá com meu bebê recém-nascido nos
braços fui encaminhada para Guaíba, onde havia estrutura para nos acolher e
assegurar o direito de ficarmos juntas neste período”, revela.
Enquanto
a primeira audiência, marcada para julho, não chega a mulher, acusada de
tráfico e lavagem de dinheiro, busca nos meios legais, argumentos para
responder ao processo em liberdade, mas em oito meses de detenção não obteve
nenhuma evolução.
Fora
da penitenciária Thais conta com a assistência e apoio da irmã e do pai para
cuidar de sua filha, eles são os responsáveis nas saídas para consultas e
exames médicos da criança, acompanhando de perto o crescimento,
“Estou
presa, mas nunca fiz nada de errado. Espero que a justiça perceba isto quero
retornar minha vida. Trabalhar voltar para meus outros filhos. Tudo depende da
audiência marcada. Tenho procurado ser forte. Não perder a fé e a esperança.
Sei que em breve estarei indo embora”, desabafa a apenada.
Sobre
a possibilidade de separação da filha, que em dois meses precisará deixar o
local, Thais se diz confiante: “Acredito que tudo irá se resolver, mas é algo
que ronda meus pensamentos e emoções. Ela (filha) me dá forças para vencer mais
um dia aqui, sem minha pequena não sei como seria”.
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