Após cancelamento da mostra "Queermuseu" usuários expressam opiniões através de rede social
Foto: Veja Abril.
Texto por: Thayná Oliveira
O cancelamento da Mostra Queermuseu que foi exibida no Santander Cultural em Porto Alegre, provocou reações parciais no público virtual. Diversos usuários fizeram de suas redes sociais a forma de expor suas opiniões tanto sobre as artes apresentados quanto sobre o cancelamento da exposição por parte do MBL (Movimento Brasileiro Livre).
As redes sociais tem sido usadas para informar, comunicar,
expressar opiniões e também como forma de manifesto e foi isso que os usuários
que foram contra a exposição fizeram, com fotos de diversos cartões quebrados e
com a informação de que várias contas foram encerradas mostrando-se contrários
à “depravação” como muitos citaram.
A exposição do Santander tá sendo um sucesso. @JoselitoMuller3 pic.twitter.com/7OHiKrpRAV— #SomosTodosMoro 🇧🇷 (@CleideLessnau) 11 de setembro de 2017
O cantor Zezé di Camargo disse em entrevista recente que o Brasil nunca passou pela ditadura militar, fazendo com que os internautas o atacassem como na internet tudo é motivo para comparação os usuários se manifestaram, perguntando onde estava o direito de expressão comparando a polêmica do Queermuseu.
O principal motivo apontado para a a censura da exposição foi dada ao fato da sexualidade infantil onde crianças fossem visitar a exposição e "confundir" seus pensamentos. Muitos acharam que a mostra poderia ter uma classificação indicativa, mas não foi que aconteceu, já que menores de idade visitaram a exposição.11/9 - Abaixo a censura ao Santander, e a liberdade de expressão?— Flávio (@editorahumanas2) 12 de setembro de 2017
12/9 - Como assim o Zezé di Camargo disse que não teve ditadura militar?
"Não haviam crianças na mostra, seu burro"— Socialista de iPhone (@SocialistiPhone) 14 de setembro de 2017
Eles ainda insistem nessa narrativa cafajeste! pic.twitter.com/ot95ZsJKWG
Após a censura da mostra os apreciadores das obras se sentiram desrespeitados por terem a mesma cancelada, já que apenas a opinião do MBL foi "acatada" quando ocorreu o cancelamento, não foi feito votação, não foi colocada faixa etária, foi cancelado, sem perguntar, sem opinar, sem democracia.
Arte não é feita pra agradar. As obras podem ser questionadas, mas censura é um absurdo dentro um país que se diz democrático. #queermuseu— Iago Luiz de Morais (@iagolm6) 11 de setembro de 2017
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